quarta-feira, 10 de setembro de 2008

De volta à blogomania - Pós White House Redux


Não parece mas já passaram seis meses desde a ultima postagem. Apesar de não gostar muito desta palavra é assim que se diz... Postagemmm... Muita coisa aconteceu entretanto. Entre tantas coisas que aconteceram ... já saíram os resultados do concurso à White House Redux que participamos. O resultado não foi muito interessante, pelo menos para os nossos lados, mas estes tipos de concursos não são para terem resultados fabulosos. São para agitarem as águas paradas ... ou a fauna .... a ver pelos resultados ...

Como expêriencia foi espectacular... E sei que no futuro vai dar frutos ... Quanto mais não seja já fez história, foi a primeira vez que alunos de diferentes anos do curso de Arquitectura da Universidade Lusíada do Porto participaram num concurso internacional. Só isso já foi uma vitória. Por isso, gostava de agradecer ao João Barbosa, ao Pedro Costa, ao Bruno Barbosa, ao André Costa, ao Eduardo Peixoto, ao Tiago Barbosa, ao Tiago Costa, ao Gilberto Cipriano e ao José Maia pelo empenho .... meus amigos, isto é para voces - agora só falta a jante...

.... depois de ver os resultados do concurso, esta foto a preto e branco deve ser do mais irreverente que já vi .... o resto das fotos do nosso trabalho vão ser postadas no dia 2 de Outubro, dia da inauguração da exposição na galeria Storefront, http://www.storefrontnews.org/ em Nova Iorque.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

Girona Barcelona Urquinaona (Diário de Bordo)

5 alunos de arquitectura, 1 objectivo: viajar. Barcelona foi o destino escolhido. Com as viagens low cost, uma data em “época baixa” e um apartamento arranjado na net podemos comodamente e sem muitos gastos visitar as grandes capitais europeias. Deixo aqui um resumo da nossa viagem à cidade conhecida como a capital do modernismo.

O voo dirigia-se para Girona – situada a cerca de 100km de Barcelona -, Portugal ficara para trás e a expectativa de ver algo de novo era muita. Chegando ao destino, por 20 euros compramos o bilhete de ida e volta de autocarro entre Girona e Barcelona. Durante a viagem de autocarro pudemos ver à distância a Torre Agbar de Jean Nouvel. Já na cidade de Gaudi telefonamos ao responsável pelo aluguer do nosso apartamento e pousamos as malas (ficamos alojados num loft com capacidade para 6 pessoas, com cozinha e situado bem no centro da cidade, no Bairro Gótico, numa rua junto ao Mercado de Santa Caterina).

Com os locais a visitar já previamente definidos partimos logo para o primeiro destino, passando pelas casas de Gaudi dirigimo-nos a pé para a Sagrada Família. Ao longe pudemos ver as gigantescas e esculturais torres da catedral, como era de esperar impressiona mesmo depois de ver centenas de fotos. No seu interior sentimo-nos como formigas e até um pouco intimidados pela super dimensão dos espaços. As obras continuam e isso não retira a admiração de todos os visitantes. A subida às torres e principalmente a descida a pé por escadas estreitas e escuras foram vertiginosas.

Já escurecia e regressamos a casa. Mais tarde saímos e passando pelas ramblas fomos tomar um café (muito fraco, diga-se) à marina. Cedo, na manha seguinte, apanhamos o metro e fomos ao Parque Guell. Estava um dia solarengo, perfeito para a visita.

Em direcção ao metro passamos pela recente Biblioteca Jaume Fuster e demos uma olhadela, o próximo destino era a torre de telecomunicações de Norman Foster. Para chegar à Torre de Colserolla tivemos de utilizar o funicular pois situa-se no cimo de uma montanha. A vista do cimo da montanha era impressionante e só por isso valeu a “escalada” porque a torre está fechada para visitas naquela altura do ano.

Voltando à planície dirigimo-nos à faculdade de Arquitectura de Barcelona, que se situa precisamente num pólo dedicado às várias faculdades da cidade. Entramos, sentimos o ambiente, vimos as salas e alguns trabalhos… Fim do dia, regresso a casa, jantar e dar uma escapadela pela noite. A noite é vivida e podemos deslocar-nos à vontade pelas ruas sem grandes receios. O Pavilhão Alemão de Mies van der Rohe foi a primeira visita da manha seguinte, expectativas elevadas pois tratava-se do reconhecimento de uma das nossas grandes referências da arquitectura. Diferente das imagens, mas nada desolador, a clareza e leveza dos espaços contagia. Subindo uma enorme escadaria deslocamo-nos pelo parque Montjuic e visitamos o estádio olímpico e toda a colossal envolvente e ainda passamos pela Fundação Miró.

Ainda na parte da manha fomos para a zona costeira de Barcelona onde observamos o Hospital del Mar, o peixe de Frank Gehry, o Centro Meteorológico de Álvaro Siza e a praia… De volta ao centro a tragédia acontece! Eu e um colega meu ficamos sem carteira enquanto viajávamos no metro. Por descuido transportávamos as carteiras na bolsa de fora da mochila e sem nos apercebermos ficamos sem ela. Tudo aconteceu na estação de Urquinaona… participamos à policia e a visita seguiu… Ainda um pouco chateados fomos comer umas tapas. Já quando escurecia fomos à Praça da Catalunha onde ali por perto visitamos o CCCB (Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona). Nessa noite fomos jantar a casa de uma amiga que trabalha em Barcelona e que fez questão de nos guiar e acompanhar por mais uma noite, fomos a uma das maiores discotecas da Península Ibérica, a Razzmatazz, que ocupa um quarteirão inteiro e divide-se por vários andares e salas.

Ultimo dia, quase sem tempo de fechar os olhos para descansar, arrumamos tudo e deixamos o apartamento. De malas na mão fomos visitar o MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona) de Richard Mier que divide uma praça, muito frequentada por jovens skaters, com o CCCB. Este museu impressiona pela sua amplitude de espaços, a transparência e a luz. O percurso de rampas resulta muito bem, de um lado temos a grande janela para o exterior e do outro as salas de exposições. A clareza do espaço de percursos contrasta com a escuridão de algumas salas, há planos que se intersectam, outros que não se tocam criando um novo espaço a cada passo. Saímos do museu e percorremos algumas ruas da cidade em direcção à estação de autocarros com destino a Girona parando em algumas lojas e tirando as ultimas fotos. Três longos dias de grandes caminhadas, muito se viu e muito ficou por ver. A carteira lá ficou mas connosco vieram as imagens e os momentos de uma viajem que nos enriqueceu o olhar e o espírito.



Está para breve uma viagem a Santiago de Compostela e espero colocar mais uma espécie de reportagem telenovelesca. Fiquem atentos…

sábado, 15 de março de 2008

Lisboa- Aterro da Boavista - Santos

Proposta para o Aterro da Boavista em Santos, do arquitecto Norman Foster. Hotel, comércio, serviços e habitação. O projecto inclui uma praça arborizada e uma torre residencial com 100m. Construção prevista para começar em 2007. Conclusão: 2009










via

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Faltam 185 dias para a abertura dos Jogos Olimpicos de Pequim

Quando faltam 185 dias para a abertura dos Jogos Olimpicos da China aqui ficam os dois edifícios mais marcantes, símbolos da nova imagem que a China pretende mostrar ao mundo.

O "ninho" projecto dos arquitectos suíços Herzog & Meuron. O "ninho" será o estádio official dos Jogos e veio substituir o Estádio Olímpico Guangdong.
Terá lugar para 91000 espectadores sentados durante os jogos. Depois a sua capacidade será reduzida para 85000 lugares. O estádio tem 330 metros de comprimento por 220 metros de largura, e 69,2 metros de altura. 250000 O metro quadrado (área útil relva) do estádio está a ser construído com 36 km de barras de aço, com um peso combinado de 45000 toneladas. Estima-se que o estádio possa vir custar até 325 milhões de euros.


O "cubo" obra do gabinete australiano PTW architects. Oficialmente conhecido como o National Aquatics Center, ou Watercube foi apelidado de "cool" durante a construção dos Jogos. O edifício é construído com uma pele azul translúcida que pode mudar de cor e por isso tornam -no parecido com um cubo de bolhas - como a que "borbolhar".
No interior tem 6000 lugares permanentes e 11000 temporários. Será concluído em março - tal como o "ninho" ambos são vistos como obras de arte e fazem parte do Olympic Green Área. O Watercube irá acolher durante as Olimpíadas de Pequim os eventos da natação. Mas, no futuro está preparado para se converter em uma zona comercial e centro de lazer com campos de ténis, um parque água, comercio, boates e restaurantes.
O exterior e no interior da pele são feitos materiais como o Teflon - ETFE (etileno-tetrafluoroethylene). Composto por duas camadas, é separada por uma passagem interior, que permite à construção respirar como uma estufa.
O custo exacto do edifício foi envolto em segredo, com as estimativas variando entre 150 e 200 milhões de euros. No entanto o custo inicial estimado era de cerca de 100 milhões euros.
Grande parte do edifício foi financiada pelo União Europeia, 110 milhões euros, o restante foi por privados oriundos de Hong Kong, Macau e Taiwan.




sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ora aí está....


in publico 31-01-2008

Até o nosso Primeiro assinou projectos de cruz .... pelo vistos, dizem por aí, parece que é normal... Como se isso fosse algo eticamente aprovável.... Hello !!!! Vamos acordar... Assinar projectos!!!???? De cruz!!!??? É normal? É normal, não. É uma forma corrente mas eticamente reprovável. Ainda por cima o primeiro!!! O mesmo que pretende colocar Portugal no topo da Europa!!! Com certeza deve existir uma justificação para isso... Se calhar assinar projectos é uma forma original de fomentar o emprego. Por um lado, o desenhador - pato bravo - faz ou copia as obras maravilhosos exemplares de arquitectura que se vêem pelo País, por outro, temos o técnico, que para ganhar uns cobres extra, assina de cruz. Tudo isto porque a vida está difícil e sempre se dá jeitinho ao homem que afinal de contas quer um projecto para uma "casita"... De facto é uma maneira interessante de fomentar o emprego. O resultado, está à vista - temos uns edifícios e consequentemente umas cidades que são exemplo de ordenamento e de sentido estético!!!!...
O mais interessante de isto tudo é saber que é com a governação do senhor Primeiro Ministro que se pretende ou pretendeu alterar o famoso artº 73/73. O mais natural é que talvez não... Talvez seja uma forma de precaver o futuro ou de continuar a reduzir a taxa de desemprego.

Tudo isto tem tanto de bizarro como de fantástico. Estando cada vez mais a terra da publicidade do Media Markt a ganhar vida porque pelos vistos ela existe mesmo. Sim "a Parvónia" existe!!! E não fica num lugar muito distante... Ou não fosse a ausência de comentários uma forma dos pacóvios darem consentimento a este tipo de atitudes... O que torna o caso ainda mais bizarro são as ausências de reacções institucionais. Sendo a única Ordem a manifestar-se contra.... Adivinhem??? Pois é ... foi a Ordem dos Engenheiros Técnicos???!!! E aqueles que o assunto diz mais respeito e deveriam ser os mais interessados, para que estas situações sejam logo esclarecidas e que definitivamente se elabore uma legislação que acabe com isto, não se ouviu nada. São oportunidades como estas que a Ordem dos Arquitectos desperdiça e que no fundo deixa que os outros ocupem o lugar que não lhes pertence ... Por isso, caros amigos vem vindos á ... ao ... Media Markt... Onde os preços, até dos projectos são cada vez mais baratos...


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Uma questão de pele .... por Massimiliano Fuskas







Abriu no mês passado o mega auditório com 10.000 lugares sentados projectado por M. Fuskas. Com inicio em 2002 o novo edifício Zenith é um projecto importante para a área de exposições, em Estrasburgo. Ele será a nova atracção que irá dar um novo impulso cultural para o desenvolvimento futuro das infra-estruturas da cidade. O conceito do projecto é baseado num sistema modular e uma organização bem equilibrada dos diferentes elementos: uma bela vista para todos os espectadores, uma boa acústica e um custo de gestão optimizado já previsto durante a fase de concepção do projeto.
O edifício foi entendido como um sistema único e unificador e escultura autónoma. Concebido por camadas e como se de trata-se de elipsoides a girar, formam a estrutura metálica da fachada.
O projeto com esta pele transparece um carácter muito dinâmico. Essa imagem fica reforçada com a membrana translúcida de "teflon", que cobre as camadas de aço e cria magníficos efeitos luminosos. Estas membranas de cor laranja abrangem também o volume do grande auditório. Esse espaço é o coração do edifício: uma área totalmente fechada e protegida, que cria uma atmosfera especial de teatro.
Projecções sobre o exterior da pele ajudam a criar efeitos lúdicos e a converter a fachada em num enorme cartaz comunicando com os transeuntes-a para os próximos eventos.